Somos como flores...
Vivemos felizes junto com nossos semelhantes, vibrando
felicidade, dançando conforme o vento sopra, sempre em terra firme, com o caule
flexível e esbanjando alegria em um enorme jardim ...
Até nos apaixonarmos... Nos apaixonamos por mãos. Mãos que
nos tiram do chão, e nos colhem nos fazendo sentir especiais, pelo simples falo
de ter nos escolhido, em meio a tantas outras flores...
E felizes estamos, perdidamente apaixonados por aquelas
mãos, que nos elevam e nos fazem ver o quanto a visão daquele lugar é bela...
Até que a primeira pétala nos é arrancada,em uma trilha
sonora bem conhecida: “ Bem me quer !”
E pagamos o primeiro preço por ter confiado tanto naquela
mão que aparentemente nos queria o bem...
E logo em seguida: “Mal me quer!”, e seguido de “Bem me
queres!” Vamos perdendo todo aquele brilho, toda aquela alegria esbanjadora de
dar inveja...
Já não nos resta muito a oferecer, a última pétala foi
arrancada seguida de um tom cheio de felicidade que dizia “BEM ME QUER!”
.. E o que pensávamos ser uma sintonia,
vemos que aqueles “Bem me queres” eram na verdade não uma declaração, mas uma
descoberta...
Depois de arrancar a ultima pétala daquela humilde flor, a
mão já estava confiante que em algum
lugar alguém a queria, afinal, o BEM ME QUER de uma flor a fez pensar isso...
Poderia ter sido uma bela descoberta, mas a partir do
momento em que aquela mão entrou em contato com aquela flor e a fez sair do
chão, ela se machuca ao saber que não
era ela o único motivo de ter sido escolhida, mas ela serviu como um
instrumento, um instrumento que mostrou
que em algum lugar aquela mão encontraria alguém que a amasse, e o que mais
doía, era aquela flor saber que esse alguém, não poderia ser ela !
( Diego Almeida )
*-*' Mt lindo seus poemas diih :)
ResponderExcluirxoneei u-u'
Continua assim moreh :)