terça-feira, 1 de maio de 2012

Bem me quer, mal me quer !


Somos como flores...
Vivemos felizes junto com nossos semelhantes, vibrando felicidade, dançando conforme o vento sopra, sempre em terra firme, com o caule flexível e esbanjando alegria em um enorme jardim ...
Até nos apaixonarmos... Nos apaixonamos por mãos. Mãos que nos tiram do chão, e nos colhem nos fazendo sentir especiais, pelo simples falo de ter nos escolhido, em meio a tantas outras flores...
E felizes estamos, perdidamente apaixonados por aquelas mãos, que nos elevam e nos fazem ver o quanto a visão daquele lugar é bela...
Até que a primeira pétala nos é arrancada,em uma trilha sonora bem conhecida: “ Bem me quer !”
E pagamos o primeiro preço por ter confiado tanto naquela mão que aparentemente nos queria o bem...
E logo em seguida: “Mal me quer!”, e seguido de “Bem me queres!” Vamos perdendo todo aquele brilho, toda aquela alegria esbanjadora de dar inveja...
Já não nos resta muito a oferecer, a última pétala foi arrancada seguida de um tom cheio de felicidade que dizia “BEM ME QUER!” ..  E o que pensávamos ser uma sintonia, vemos que aqueles “Bem me queres” eram na verdade não uma declaração, mas uma descoberta...
Depois de arrancar a ultima pétala daquela humilde flor, a mão já estava confiante  que em algum lugar alguém a queria, afinal, o BEM ME QUER de uma flor a fez pensar isso...
Poderia ter sido uma bela descoberta, mas a partir do momento em que aquela mão entrou em contato com aquela flor e a fez sair do chão, ela se machuca ao saber  que não era ela o único motivo de ter sido escolhida, mas ela serviu como um instrumento,  um instrumento que mostrou que em algum lugar aquela mão encontraria alguém que a amasse, e o que mais doía, era aquela flor saber que esse alguém, não poderia ser ela !

( Diego Almeida )

Um comentário:

  1. *-*' Mt lindo seus poemas diih :)
    xoneei u-u'

    Continua assim moreh :)

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